terça-feira, 27 de julho de 2021

ebiruzek esporte 10 - Medina: o mártir olímpico do amor.

"O amor tem razões que a própria razão desconhece."

O Brasil conquistou a primeira medalha de ouro da história do surf nos jogos olímpicos. Um grande feito, resultado de um desempenho espetacular de Ítalo Ferreira. Histórico. Na cerimônia de premiação, porém,  nenhum dos medalhistas presentes chamou mais a atenção do que a ausência do maior romântico do esporte mundial, Gabriel Medina.

O público que acompanhava ao vivo a disputa semifinal entre Medina e o japonês Kanoa Igarashi, ficou absolutamente revoltado com as notas atribuídas aos atletas. Eu mesmo estou convencido de que o brasileiro foi descaradamente roubado na prova. Não que eu tenha visto a disputa, o que também não faria diferença, dada a minha completa ignorância sobre o esporte.

Pódio olímpico sem Medina - Reprodução TV Globo.

Apresento aqui minha teoria para esclarecer o ocorrido e creio que o amigo leitor há de concordar comigo. Vamos juntos.

O mundo inteiro acompanhou o imbróglio envolvendo Gabriel Medina, Yasmin Brunet e o COB. Escrevi a respeito aqui. O terrível desfecho do caso, onde o grande derrotado foi o amor, chocou e comoveu todos os românticos do planeta.

Consequentemente, a única explicação lógica e plausível que vislumbro, é que a comissão de arbitragem da semifinal em questão era formada por uma maioria de incorrigíveis românticos. Certamente tomados pelo rancor e pelo ódio que o COB despertou em cada defensor da paixão, os árbitros não deixaram passar a oportunidade de dar uma lição nos dirigentes brasileiros.

A própria Yasmin, após o resultado final, deu a entender em sua live, onde reagia ao vivo à disputa, que tudo seria diferente se ela estivesse em terras japonesas. Como técnica de Medina e, consequentemente, profunda conhecedora da modalidade, a moça sabe que não cabe nenhum tipo de recurso ou questionamentos às notas. Tudo leva a crer, portanto, que sua ausência foi definitiva para a atribuição das notas.

Se Yasmin estivesse lá, Medina seria medalhista? Nunca saberemos (seria sim!). - Reprodução.


Coube a Medina a posição de mártir olímpico do amor. Num mundo justo, seria mais que suficiente para receber uma Medalha Pierre de Coubertin.



A eliminação precoce desnorteou o brasileiro, que acabou derrotado também na disputa pelo terceiro lugar. A medalha de bronze acabou no peito do australiano Owen Wright.

Voltamos a qualquer momento com novas informações.

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